“O design biofílico faz com que as pessoas adotem comportamentos mais sustentáveis”
Falamos com Daniela Rodriguez, fundadora da Forest Homes, para perceber o que é a biofilia e que benefícios traz para o nosso ambiente
Destacamos 6 notícias que marcaram o país e o mundo e que nos dão esperança para um futuro mais sustentável
Destacamos os acontecimentos mais marcantes no que diz respeito à sustentabilidade do planeta durante 2023:
Em 2023 Portugal voltou a bater recordes com a produção de energia renovável: 61% do total do consumo de energia elétrica derivou de fontes renováveis, num total de 31,2 TWh, o valor mais elevado de sempre no sistema nacional. Os valores foram divulgados pela REN – Redes Energéticas Nacionais.
A energia eólica abasteceu 25% do consumo em Portugal, a hidroelétrica 23%, a fotovoltaica 7% e a biomassa 6%. Houve um crescimento homólogo de 70% A produção hidroelétrica aumentou 70%, face a 2022, e produção fotovoltaica 43%, devido ao aumento progressivo da capacidade instalada.
A produção de energia não renovável abasteceu apenas 19% do total do consumo, registando o valor mais baixo desde 1988.
Destaque-se também que em 2023, o país esteve mais de 6 dias consecutivos
(149 horas seguidas) movido apenas a energias renováveis. Entre o dia 31 de outubro e o dia 6 de novembro, as energias de fontes renováveis foram superiores às necessidades de consumo industrial e das famílias de todo o país.
Nesse período, foram produzidos 1102 GWh, superando em 262 GWh o valor de consumo nacional para o mesmo período (840 GWh). O anterior recorde datava de 2019 e era de 131 horas.
“Estes importantes registos confirmam que Portugal tem mantido uma trajetória sustentável na progressiva incorporação de fontes renováveis endógenas, mantendo os objetivos primordiais de segurança de abastecimento e de qualidade de serviço”, declarou a REN.
Já em em 2019 Portugal foi destaque a nível internacional por ter atingido 131 horas consecutivas a ser abastecido apenas com energias renováveis.
Em 2023 assistimos ao primeiro avião movido a biocombustível a cruzar o oceano Atlântico.
O voo realizou-se em novembro, pouco antes do início da COP28, e ligou Londres a Nova Iorque, num Boing 787 Dreamliner, da Virgin Atlantic. Dentro seguiam o fundador da empresa aérea, Richard Branson, o secretário dos Transportes do Reino Unido, Mark Harper, e vários convidados.
Este biocombstível é designado de “Sustainable Aviation Fuel” (SAF) é feito a partir de fontes sustentáveis, como resíduos agrícolas e óleo de cozinha usado. Segundo a Virgin Atlantic, a sua produção consome cerca de menos 70% de carbono e torna os voos menos poluentes.
Apesar de não ser a primeira vez que um avião é movido a SAF, foi a primeira vez que se deu em um voo de longo curso, cruzando o oceano. O que traz esperança quando a uma possível contenção da pegada ambiental causada pela aviação, cujas emissões de CO2 tem aumentado significativamente nas últimas décadas.
Deu-se a 27 de setembro a sessão de julgamento no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH). A queixa foi apresentada 3 anos antes, “após o verão mais quente de que há registo na Europa”, por 6 jovens portugueses.
No banco dos réus sentaram-se os representantes de 32 governos, incluindo Portugal, acusados de danos ambientais e de “não terem feito a sua parte para evitar a catástrofe climática”. É a maior ação judicial na área do clima alguma vez iniciada.
Os jovens portugueses tiveram o apoio da Global Legal Action Network (GLAN) para a apresentação do caso, que teve uma “dimensão sem precedentes”, uma vez que apenas cerca de 0,03% dos casos apresentados ao TEDH chegam à Grande Câmara. A audiência envolveu 22 juízes daquele organismo, criado após a Segunda Guerra Mundial com a missão de responsabilizar os governos europeus quando não protegem os direitos humanos.
A decisão final deve ser conhecida no primeiro semestre de 2024 e, se o processo for bem-sucedido, o acórdão poderá obrigar diretamente os 32 governos europeus a agir urgentemente.
O ritmo de desflorestação da Amazónia, a maior floresta tropical do mundo, abrandou em 2023, com uma queda de 62% entre janeiro e novembro, face ao mesmo período de 2022.
Os dados são do instituto de pesquisa Imazon, que sublinha ainda que esta esta é a maior queda desde 2017. A área desmatada passou de 10.286 km² em 2022 para 3.922 km² em 2023.
Ainda assim, o desmatamento da Amazónia em 2023 equivale a 1,2 mil campos de futebol de floresta por dia. “Taxa que precisa ser reduzida ainda mais no próximo ano para que a Amazónia chegue a 2030 com desmatamento zero, meta anunciada pelo governo federal”, lê-se na página da Imazon.
O dia 25 de setembro vai passar a ser assinalado como o Dia Nacional da Sustentabilidade. A medida foi aprovada em Conselho de Ministros em maio de 2023 e determinou a data de 25 de setembro por coincidir com a adotada também pelas Nações Unidas.
Segundo o comunicado do Governo, o estabelecimento do Dia Nacional da Sustentabilidade pretende contribuir “de forma relevante para a divulgação de informação, a promoção do conhecimento e a capacitação de todos os atores sociais para a mudança consciente de comportamentos com potencial transformador para um futuro sustentável”.
Apesar de ser um passo mais simbólico que efetivo, a implementação desta efeméride reforça o compromisso do país com a sustentabilidade.
Segundo o Relatório Voluntário Nacional, Portugal está a evoluir de forma positiva em 61% das metas estipuladas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030, que definiu em 2015 os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Quanto maior a dimensão da empresa, maior a sua responsabilidade. E a longevidade da Missão Continente mostra como o Continente tem adotado essa mesma filosofia, contribuindo com a criação e o apoio de programas sociais há duas décadas consecutivas.
A Missão Continente começou nos hospitais, com o nome Missão Sorriso e com o objetivo de dar apoio a crianças doentes. Hoje em dia, a sua atuação abrange outras causas sociais, como o desperdício alimentar ou educação ambiental.
Apenas durante 2023 a Missão Continente permitiu que fossem reencaminhados excedentes alimentares num valor de 20 milhões de euros para mais de 1000 instituições.
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