“O design biofílico faz com que as pessoas adotem comportamentos mais sustentáveis”
Falamos com Daniela Rodriguez, fundadora da Forest Homes, para perceber o que é a biofilia e que benefícios traz para o nosso ambiente
É a realidade: os microplásticos estão mesmo por todo o lado.
Há microplásticos por todo o lado. Os bebés poderão estar expostos a microplásticos mesmo antes de nascerem, já foram detetadas partículas de plástico no plasma humano e apesar de não serem claras as consequências para a saúde, os cientistas acreditam que podem causar danos a longo prazo. Os microplásticos estão a “infiltrar-se” na comida que ingerimos.
O mundo começou a prestar mais atenção ao problema do plástico quando imagens de animais marinhos com os estômagos cheios de lixo começaram a impactar os meios de comunicação e as redes sociais. Se o debate trouxe sensibilidade e bom senso (?) no que aos oceanos diz respeito, também os alertas se multiplicaram para o facto de o problema começar em terra. Se os plásticos estão espalhados na água, também estão presentes nos solos e, consequentemente, nos alimentos que ingerimos – não só nos que vêm da água.
Em entrevista ao Plástico Responsável Continente, em 2019, a professora Paula Sobral explicou o conceito e já “antecipava” a dimensão do problema:
Num artigo recente da BBC Future, o problema é apresentado de uma outra forma. Os biossólidos (matéria orgânica) que resultam do tratamento das águas residuais são commumente utilizados como fertilizante na agricultura. Em Portugal, por exemplo, era habitual os pequenos agricultores o fazerem, “despejando” excrementos diretamente na terra. Neste caso, o que a BBC Future refere é uma prática que, de acordo com as normas europeias de promoção da economia circular de todo o tipo de resíduos, está a ser amplamente praticada. “Estima-se que 8 a 10 milhões de toneladas de lodo de esgoto são produzidas na Europa a cada ano”, refere o artigo, “e cerca de 40% disso é espalhado em terras agrícolas”.
Apesar de ser matéria orgânica rica em nutrientes, um estudo da Universidade de Cardiff, também citado pela BBC, sugere que as terras agrícolas europeias se estão a transformar no “maior reservatório global de microplásticos”. Os números são assustadores: estima-se que, todos os anos, qualquer coisa entre 31.000 e 42.000 toneladas de microplásticos contaminam estas terras. A mesma equipa de investigadores descobriu que numa só estação de tratamento de águas residuais do País de Gales, entram diariamente cerca de 650 milhões de partículas microplásticas entre 1 e 5 milímetros e que todas elas acabam nas águas residuais que são libertadas para os campos agrícolas.
É possível, até, que estejamos a subestimar a quantidade de microplásticos que acabam em terras agrícolas. Juntando essa estimativa ao que já sabemos dos oceanos e tendo em conta também o ciclo terra-lama-escoamento para as águas, o cenário não parece positivo mas as propostas da Ciência também parecem cada vez mais eficazes.
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