“O design biofílico faz com que as pessoas adotem comportamentos mais sustentáveis”
Falamos com Daniela Rodriguez, fundadora da Forest Homes, para perceber o que é a biofilia e que benefícios traz para o nosso ambiente
Em cada guerra, contabilizam-se as perdas humanas e patrimoniais. Mas há uma outra vítima, que é severamente punida: o meio ambiente
Pelo menos 40% dos conflitos internos despoletados nas últimas seis décadas têm por base a exploração de recursos naturais de alto valor, como diamantes, ouro e petróleo, ou de recursos escassos, como terras férteis e água, de acordo com a ONU Meio Ambiente.
Além disso, crimes ambientais são normalmente cometidos como parte de estratégias militares e de resistência. Poluir fontes de água, incendiar plantações, derrubar florestas, envenenar terras e abater animais são algumas das armas usadas nestas guerras.
“Seria um erro perigoso ignorar estas consequências dos conflitos para o meio ambiente, e a comunidade internacional precisa agir com a maior urgência”
Erik Solheim, diretor executivo da ONU Meio Ambiente
No acerto de contas sobre esta vítima esquecida de alguns dos conflitos que assombram a nossa história, estima-se que:
Estima-se que a invasão russa tenha provocado que 600 espécies animais e 880 espécies vegetais estejam ameaçadas de extinção e cerca de 40% da terra arável da Ucrânia (a sexta no mundo em termos de solos férteis) não esteja disponível para utilização.
Além do abate e incêndio reportado de oliveiras, Gaza enfrenta consequências dos danos causados por colonos e exército israelita às infraestruturas hídricas, como poços subterrâneos, estações de tratamento de águas residuais, estações de bombagem ou instalações de dessalinização, que deixam a população à beira do colapso.
Uma série de conflitos armados sangrentos que decorrem desde a década de 90, estão a matar as populações de animais silvestres, que se tornaram uma fonte de proteína para combatentes, civis e comerciantes. Como resultado, espécies pequenas, como antílopes, macacos e roedores, assim como espécies maiores, como elefantes, enfrentam maiores riscos de não sobrevivência. O uso dos recursos naturais têm sido, aliás, um dos fatores-chave para a violência e estimulado o desmatamento e processos nocivos de mineração.
Décadas de conflito destruíram mais da metade das florestas do Afeganistão. Em algumas regiões, até 95% das florestas foram derrubadas. O extenso desmatamento coloca as populações mais vulneráveis a desastres naturais, como enchentes, avalanches e deslizamentos de terra.
No início dos anos 90, as tropas do antigo presidente iraniano Saddam Hussein drenaram os pântanos da Mesopotâmia, o maior ecossistema de terras húmidas no Oriente Médio. Uma série de diques e canais reduziram os pântanos a menos de 10% de sua extensão original e transformaram a paisagem num deserto. Mais recentemente, em 2017, foram incendiados poços de petróleo na cidade de Mosul, liberando produtos químicos tóxicos no ar, na água e na terra.
Entre 1961 e 1971, o exército dos Estados Unidos espalhou deliberadamente milhões de litros de uma variedade de herbicidas e desfolhantes em vastas áreas no sul do país asiático. O produto químico mais difundido ficou conhecido como o “Agente Laranja”.
Durante estes dois conflitos que assolaram a Europa, estima-se que cerca de 1,6 milhões de toneladas de armas e munições foram despejadas no Mar do Norte e no Báltico, libertando compostos tóxicos nos ecossistemas marinhos. Em 2011, um relatório revelou que os níveis de chumbo e cobre no solo de certas zonas em redor de Ypres, um importante campo de batalha na Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial, excediam os limiares sanitários.
Fontes: Organização das Nações Unidas e Tempo.pt
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